R. F. Bongarten — ARTIST






R. F. Bongarten

 

Entrevista com o artista R. F. Bongarten —

1. Fale um pouco sobre você.
Reinaldo Fernandes Bongarten,nome artístico é R.F.Bongarten tenho 35 anos, sou casado com Hellen Laís Henschel, tenho um filho chamado João Pedro. Moro em Assis estado de São Paulo/Brasil, fiz curso de desenho na infância, pelo Instituto Brasileiro de Cursos. Atualmente estou no 5° ano de Engenharia de Produção pela Univesp-Universidade virtual do Estado de São Paulo- Sou escritor de Livros, Artísta Digital e Artísta Plástico.

 

 

1.1 Tenho notado que alguns artistas estão substituindo ou adotando um nome artístico ao invés de seu nome de batismo em suas obras ou redes sociais. Em sua opinião, o que leva o artista a fazer essa mudança de identidade.

Posso me considerar um desses artistas, no meu caso foi por facilidade de abreviação, para não ficar com um nome muito cumprido. Acredito que alguns artistas façam isso por uma questão comercial. Ou um nome artístico dá ao artista a chance de se transformar em uma faceta que pode transmitir seu talento. Assim como pseudônimos de Livros. Você cria o personagem a representação de um estado de espírito ou um trabalho profissional. Gosto muito de pseudônimos e R.F. Bongarten é o meu nome artístico, mas é também é um dos meus pseudônimos.

 

 

2. Por que a arte?
Um propósito que fala mais forte do que eu, a essência de mostrar o que sinto a energia e a alegria junto as minhas vontades de mostrar o que acho belo e sinceramente tentando fazer alguma crítica sobre a própria arte que dita certos padrões de qualidade, estética. Mas quando chega no abstrato o entendimento é subjetivo. Será que todo estudo didático, todo processo de arte para ser profissional, depende único e exclusivamente de técnica formal? Ou podemos ser a nossa própria arte com nossas limitações? Eu digo faça o seu melhor. E tenha verdade no que faz. Ainda mais se for algo pioneiro.

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser um artista?
Professor da pré-escola, Luiz Cabianca de Cruzália estado de São Paulo. Meu primeiro professor de artes. Nunca esqueço o puxão de orelha que me deu. Quando pediu para contornar uma figura com canetinha e eu simplesmente rabisquei. Ele me disse uma frase que nunca vou esquecer. “Tenho respeito pela arte”. E isso aos 7 anos ficou gravado em mim para o resto da minha vida. Ali percebi o que queria ser.

 

 

4. Quais são seus temas favoritos? Quais materiais utiliza em suas obras?
Atualmente abstrato geométrico, porque me fascina as formas exatas, na matemática, na física, na arquitetura e engenharia, essas formas representam valores que em todos os cantos da terra se utilizam de forma igual. Uma mesma língua. Todo mundo sabe o que é um quadrado, círculo ou triângulo. Faço telas em óleo sobre tela, abstratos Geométricos. Mas gosto muito de Arte Digital, utilizando a ferramenta mais básica de existe. O Paint, gosto dele porque me dá as formas básicas e as cores. E o meu talento é que forma as composições, minha identidade artística. Esse é o desafio fazer composições sem muitas interferências de filtros e efeitos.

 

 

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
O conceito que uso é as 3 formas geométrica, o quadrado pra mim representa a base, o chão, tudo que me traz de segurança, das minhas intenções corretas no meu dia a dia. O Triângulo representa a subida ao topo, as minhas conquistas, os valores sentimentais e como ser humano que estão sempre em uma crescente e quando mais alto o nível, mais difícil vai ficando. E o círculo que representa a continuidade, a minha vontade de construir uma essência que se torna quase eterna no meu pensamento. Com essas 3 formas monto uma abstração geométrica com uma composição do meu estado de espírito no dia. As cores escuras retratam a seriedade, o compromisso. As cores claras, quentes e vibrantes retratam a alegria a felicidade a vontade de viver. Cores marrons e pasteis é quando me sinto deprimido. E pra finalizar se tiver algumas imperfeições no acabamento, geralmente vejo e deixo, para mostrar que o ser humano erra.

6. Algum artista te inspira?
Vários artistas me inspiram da maneira que os vejo, como, Wassily Kandinsky pelo traço fino e preciso. Pablo Picasso pela força do traço reto nas obras, Piet Mondrian pela base formal que sempre está presente e uso. Basquiat que toma conta de mim um primitivismo eloquente. E por fim como forma geral de essência, Marcel Duchamp o meu objetivo sempre tem um fundo Dadaísta mesmo que não consigo alcançá-lo totalmente. Mas esse é o plano em minhas obras literárias.

 

 

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
Composição marcante e pioneira, coragem de tentar o básico como arte profissional. E que estou sendo pioneiro construindo uma identidade artística própria.

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
A capacidade de combinar meu pensamento pessoal com o mundo ao meu redor. Jogar tudo no liquidificador e fazer uma receita experimental que pode crescer em alguns dias e em outros, nem tanto assim. Mas o que mais me toca é eu poder ser o que quiser e sem limites de pensar e construir artisticamente fora dos modelos prontos.

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser uma artista plástica?
Sou gerente no Almaruflat na cidade Marilia/SP e Escritor de Livros Nonsense, poesias e contos.

 

 

10. Quais as suas principais participações em exposições?
• 3 exposições coletivas na renomada Raphael Art Gallery online. Curadoria Edmundo Cavalcanti.
• Exposição virtual Amor Manifestado – Curadoria de Luciane Yahweh.
• Exposição internacional da galeria virtual Art Infinity Association – Índia.
• Projeto Convida ExpoArt2020 – Curadoria de Aparecida Fernandes.
• Exposição individual da ICASAA-2021 – Galeria de Arte – com 16 obras.

 

 

11. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Se o artista quer fazer as pinturas, artes para se sentir bem e descobrir que tem um talento nato ou persistência. Ele é um artista, porem faz arte para si. Meu conselho liberte sua vocação para o mundo, mostre que você é capaz de tirar sorrisos e alegrar o dia das pessoas com suas obras. Muitos estão esperando uma obra sua para admirar. Só basta ser, estudar e trabalhar muito.

12. Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Me vejo com uma identidade artística bem consolidada e harmonizando o projeto Fábrica poética como um todo. Dando sustentação aos 3 pilares, Risada Escrota, Poemas Divinos e Fábrica de Sonhos.
Tornando-me o artista com o maior volume de modelos de cartão postal do mundo. 1000 modelos artísticos colecionáveis.

 

 

13. Planos para o futuro.
Fazer estudos sobre cores metálicas e texturas, iniciar abstratos livres com qualidade internacional. E na literatura lançar 10 livros de cada pilar do projeto do site – Fábrica Poética – Quem somos

 

 

R. F. Bongarten

 

 

 

LINKS —

Website: www.fabricapoetica.com.br
Facebook: Reinaldo Fernandes Bongarden
Instagran: www.instagram.com/fabricapoetica

UM QUÊ DE PINTURA NAS OBRAS DE R. F. BONGARTEN

A arte digital retira-nos do lugar comum e traz desafios para pensarmos sobre o lugar da pintura na contemporaneidade. Facilmente vemos que as imagens apresentadas pelo artista R. F. Bongarten não são feitas com os materiais convencionais da pintura, como a tinta, tela, pincel, etc. Porém, ali visualizamos formas e cores dispostas de forma idêntica ao processo criativo de pinturas geométricas abstratas. Devemos considerar essas imagens, ao menos em termos conceituais, como pinturas?
Se bem refletirmos, essa não é uma questão fácil de ser respondida. Um caminho possível, no entanto, sem nos apressarmos para uma conclusão definitiva, seria considerar essas obras como híbridos, que possuem características conceituais da pintura, porém não são ipsis litteris como a pintura.
Podemos ressaltar, nesse momento, que os híbridos de R. F. Bongarten trazem o abstrato geométrico com perfeita harmonia entre cores e formas, exaltadas pela beleza da composição com as cores-luz, cuja luminosidade aparece de forma muito específica nas mídias digitais.
Em algumas das imagens, o artista faz uma brincadeira ao assemelhar suas criações com algo que remete ao eletrônico, um quê de jogos de computadores antigos, relembrando, de certa forma, o próprio meio digital em que elas foram criadas. Em outras, as formas geométricas repetidas juntamente com a variação das cores, criam um movimento acelerado, que contrasta com o movimento lânguido de imagens mais isoladas.
Para finalizar, indagamos, quando essas imagens são impressas em tela, quem poderia dizer que não são pinturas? Independentemente da resposta, as imagens de R.F. Bongarten instigam nosso olhar e ampliam o campo de cores e, consequentemente, de percepções para os observadores do mundo das artes.

Ana Mondini

Ana Mondini — Crítica de Arte Doutora em Filosofia, Artista plástica, formada pela Escola de musica e artes do Paraná e Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte”.
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Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.

 

 

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