Elizabeth Pacchini — ARTIST






Elizabeth Pacchini

 

Entrevista com a artista Elizabeth Pacchini —

1. Fale um pouco sobre você.
Nasci e moro em São Paulo/SP/Brasil. Minha formação acadêmica.
é em Pedagogia e Artes Visuais.

 

 

2. Por que a arte?
A arte tira você do lugar e lhe dá movimento, lhe dá vida.
Ela tem uma função estética também, pois permite aos espectadores à fluidez das cores, formas, linhas, texturas… traz o sonho, a reflexão sobre a realidade. Como a arte que denuncia trazida por Frans Krajcberg com restos de queimadas transformadas em obras significativas e poéticas ao mesmo tempo, é também uma arte reveladora e a qual traz um sentido para as pessoas refletirem sobre o meio ambiente e na qual também acredito e tem uma função para a humanidade.

 

 

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser um artista?
Estava em uma formação no MAC- USP (Museu de Arte Contemporânea) e registrando a flor no jardim para produzir uma isogravura (gravura no isopor para crianças) e a Formadora me falou “flores.. Margareth Mee..” então pensei vou ser aquarelista. Daí comecei minha busca.

 

 

4. Quais são seus temas favoritos? E quais materiais utiliza?
Adoro paisagens. Eu as fotografo em viagens ou em São Paulo mesmo e as aquarelo. Flores também é um tema que me apaixono.
Tenho experimentado outras técnicas como a xilogravura e a assemblagem, mas a aquarela é o lugar que gosto de estar.

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Eu pesquiso e transformo aquarela trazendo um tom mais poético para a realidade. Porque não sonhar através da fluidez das cores e linhas…

 

 

6. Algum artista te inspira?
Admiro Margareth Mee suas aquarelas são sonhos e realidade ao mesmo tempo.
Além de terem uma beleza realmente inspiradora, a natureza me inspira muito também. Também a minha própria observação dos detalhes, linhas, texturas, cores, leveza e a própria força estampada em sementes, árvores, plantas e flores me dão repertório para me inspirar ao pintar.

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
Acredito que sempre são oportunidades ao artista todas as exposições em que participa, pois a visibilidade é a própria resposta que queremos quando produzimos arte pensamos: “ela será do mundo e esperamos que o mundo a aprecie”.

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
Acho que a resposta desta está contida em outras acima.

 

 

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser um artista plástico?
Atualmente sou aposentada.
Trabalhei em escola de educação infantil durante 30 anos como coordenadora pedagógica e na formação de professores as artes visuais foram o fio condutor do currículo.
Publiquei um livro em 2013, onde narro algumas experiências chama-se “O currículo de educação infantil – uma narrativa de transgressão”.
Implantei ateliês e tive uma parceria como o MAC – USP por três anos com o Museu dentro da escola.
Narro esta experiência na minha página do Facebook “Formação de professores e artes visuais,” na ocasião a FAPESP financiou o projeto sendo que sete professoras e eu tivemos formação direta do MAC-USP e registramos todo o trabalho, confeccionamos jogos de arte e a exposição itinerante” Ciranda de Bichos – jogos e brincadeiras” (com reproduções das obras originais) que foram para duas escolas em que trabalhei, onde as crianças e funcionários apreciaram e tiveram formação também por mim e pelas educadoras do MAC.

Quais as suas principais participações em exposições?
Participei de exposições temáticas e coletivas, entre elas “Mulheres da América Latina e a literatura” no Memorial da América em São Paulo, “A imagem e o Haicai” na Biblioteca Brasiliana na USP e na Pinacoteca de Piracicaba/SP sob curadoria da grande artista Altina Felício, as quais foram muito significativas e para contextualizá-las pesquisei poemas e literatura.
Já a exposição “Fluidez” no Hotel Ibis Paulista exposição individual, pude realizar a curadoria junto a Maurício Moura.

 

 

10. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Aconselharia a simplesmente a deixar fluir sua imaginação e intuição estética e visitar exposições, museus e galerias ampliará seu olhar e repertório conhecendo percursos criativos de artistas.
Com o tempo terá seu foco e projeto, mas é importante ter contato constante com museus, galerias e olhar, observar. E experimentar tudo. Estudar arte também contribuirá para a sua formação.
Baseio meu fazer artístico na proposta triangular de Ana Mae Barbosa. Apreciar, fazer e contextualizar.

 

 

11. Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Gosto de viver o presente o futuro é o aqui sendo construído hoje.

12. Planos para o futuro.
Continuar a observar a natureza, a vida, o mundo e ressignificá- ló através da arte.

 

Elizabeth Pacchini

 

 

 

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Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.
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