Regina Sganzerla — ARTIST






Regina Sganzerla

 

Entrevista com a artista Regina Sganzerla —

1. Fale um pouco sobre você.
Meu nome é Regina Sganzerla, nasci na cidade de Cascavel no estado do Paraná. Moro em Cafelândia-PR. Sou casada a 23 anos com Claudemir A. Pires que também é artista mosaicista. Tenho 2 filhos Rafael (21anos) e Ricardo (13). Sou formada em Artes Visuais pela UNOESTE, com pós em” Artes Aplicadas” e “Didática e Metodologia do Ensino da Arte”. Em 2008 e 2009 fiz mestrado PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional) ofertado pela SEED- PR (Secretaria de Educação do Estado do Paraná) na FAP (Faculdade de Artes Plásticas de Curitiba-PR) e na UEL (Universidade Estadual de Londrina) em Londrina-PR.

 

 

2. Por que a arte?
A ARTE sempre esteve dentro de mim… desde criança sempre fui muito expressiva, gostava muito de desenhar e pintar. As imagens, cores e as formas sempre me fascinaram. Sempre tive muito incentivo, na família, na escola, com os amigos era sempre muito elogiada e isso me motivava.

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser uma artista?
Desde muito pequena, sempre quis e soube que levaria a arte sempre na minha vida. Mas na quarta serie primária com 10 anos eu ganhei um concurso de cartazes, fiquei tão feliz e tive a certeza …meu caminho é esse.

4. Quais são seus temas favoritos? Quais materiais utiliza em suas obras?
Um dos meus objetivos é evangelizar através da arte por isso temas relacionados à fé e espiritualidade são muito presentes em meu trabalho. Amo arte sacra, figuras e imagens de santos, anjos, padroeiros, Nossa Senhora , santa ceia contextualizada, passagens bíblicas, entre outras. Além dos temas relacionados ao criador e as criatura, também os valores e sentimentos como o amor, a amizade, a paz, amor à natureza e aos animais, etc.

 

 

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Minha abordagem refere se a despertar no outro a proximidade ao divino, ao criador e as criaturas. Buscando sempre despertar o lado positivo em cada um. E minha técnica é o pontilhismo. Eu batizei minha técnica de Pontilhismo Policromático, devido às cores vibrantes que utilizo.

 

 

6. Algum artista te inspira?
Sim, tenho vários artistas que admiro. Mas especialmente me inspiro na artista Andrea Horn, que é uma grande amiga minha e incentivadora do meu trabalho, eu costumo dizer que ela é minha madrinha nas artes. Gosto muito também de Alphonse Mucha, expoente da Art Nouveau, Gustav Klimt também acho fantástico.

 

 

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
Eu lancei minha carreira de artista plástica praticamente junto com o início da pandemia, então é recente, nem um ano ainda, mas estou muito feliz pela receptividade e aceitação com que o público está manifestando em relação ao meu trabalho artístico. Já realizei muitas obras e tenho muitas encomendas. A melhor resposta é ver a satisfação no rosto de quem admira seu trabalho seja em uma exposição ou quando entrego as obras as pessoas, é gratificante ver a satisfação estampada no rosto isso é muito motivador e me impulsiona a ir além.

 

 

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
Eu amo o que eu faço. Gosto de tudo praticamente, da técnica, das cores, do meu objetivo e também gosto da liberdade que a arte me dá. E através dela eu posso comunicar o que pulsa dentro de mim. A arte é um canal direto de comunicação entre o artista e o público e como artista eu me apresento através dos meus trabalhos, minha arte é um reflexo de mim…amo minha técnica e as cores vibrantes que utilizo, elas representam a mulher de fé e cheia de energia que eu sou. Pra mim é muito importante também evangelizar através da arte, onde através das imagens que eu pinto as pessoas possam se reportar ao divino.

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser uma artista plástica?
Sou professora de arte há 30 anos. Trabalho com alunos especiais. Também sou catequista há 30 anos.

 

 

10. Quais as suas principais participações em exposições?
Como professora fiz muitas exposições importante juntamente com meus alunos.

Mas em 2020 participei de exposições virtuais e presenciais, nacionais e internacionais. Entre elas:

• Exposição “Amor Manifestado” Curadoria de Luciane Lima.
• Exposição virtual “Arte sem Limite” organizada por Raphael Art Gallery curadoria de Edmundo R.A. Cavalcanti
• Exposição virtual “enquadrados”
• Exposição Internacional ”Colores de España”, curadoria Marcos E. Ozán
• Exposição presencial coletiva do clube de artistas Casa Expo com curadoria Adriana Scartaris.
• Participação na revista ArtexpoMagazine

 

 

11. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Eu acredito que para ser feliz a gente deve seguir nossa missão.
Como diria Pablo Picasso: “O sentido da vida é encontrar o seu dom. E o propósito da vida é compartilhá- lo.” Para todo artista eu desejo e aconselho que busque seus verdadeiros propósitos, seja autêntico , compartilhe seus avanços, procure evoluir sempre como ser humano e como profissional, assim será muito mais feliz!

 

 

12. Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Sei que serei uma artista reconhecida e renomada, me vejo fazendo arte, realizada, muito mais capacitada. Vejo-me colorindo o mundo com minhas artes.

13. Planos para o futuro.
Com certeza tenho muitos planos pra realizar, fazer minha exposição individual e leva-la ao mundo. Viajar, conhecer outros países e apreciar as artes de outros povos e culturas. Curtir a vida já aposentada.

 

 

Regina Sganzerla

 

 

 

LINKS —

 
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O Pontilhismo Celestial de Regina Sganzerla

Quando nos lembramos dos simples dizeres de Delacroix a respeito de que o amarelo, vermelho e laranja manifestam alegria, facilmente reconhecemos o temperamento da Arte Sacra de Regina Aparecida Sganzerla Pires.
Distintamente da tonalidade dramática da Arte Sacra de Tintoretto, pensando em outro clássico exemplo da História da Arte, os diversos ícones cristãos representados pela artista, como o Arcanjo Miguel, a Joana D’Arc e a Santa Ceia, com a devida harmonia entre cores frias e quentes, transmitem alegre vivacidade.
Com seu desenho sucinto e preciso e com o efeito da meticulosa técnica do Pontilhado Policromático, a artista confere uma atmosfera levemente fluida à composição, realizando certo teor celestial e divino em cada uma de suas pinturas.
Além da representação iconográfica, essa mesma atmosfera estende-se a outras formas de manifestação do divino, seja pela exaltação da natureza em estado simples e puro ou pela própria experiência, como seria o caso da representação da “Índia” ou de “Rumo ao Sol”, respectivamente.
A alta vibração cromática jamais significaria, no entanto, a banalização do impacto causado por cada um desses ícones, mas sim uma inversão de perspectiva! Na medida em que o equilíbrio da composição também se encontra na relação entre a técnica e a poética, ou seja, os jubilosos amarelos, vermelhos e laranjas são contrabalanceados pelas próprias cenas, que trazem imediatamente à memória do observador ares bastantes comoventes, a artista transmite serenidade às suas pinturas. E, assim, Regina Sganzerla manifesta o sagrado, revelando, paradoxalmente, a grande força da suavidade, que caracteriza seu estilo pictórico ou a sua Arte Sacra.

Ana Mondini

 

Ana Mondini — Crítica de Arte Doutora em Filosofia, Artista Plástica e Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte”.

 

 

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Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.

 

 

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