Marlene Trouva — ARTIST






Marlene Trouva

Entrevista com a artista Marlene Trouva –

 

1. Fale um pouco sobre você.
Sou natural de Jales, SP, graduada em artes Visuais, desenho e Pós-graduada em Arte Educação. 1996 fixei residência na cidade de Rondonópolis, MT/Brasil, onde iniciei minha carreira artística. Durante anos aprofundei-me em cursos de estudos de varias técnicas de pintura.

 

 

2. Por que a arte?
Desde criança a arte esteve presente em minha vida. A arte para mim possibilita a vivencia de novas experiências e o encontro do meu autoconhecimento, nela posso expressar meus conhecimentos, historia cultura e sentimentos.

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser uma artista?
A minha conexão com a arte vem desdá infância, e foi naturalmente me levando para esse caminho maravilhoso do mundo das artes.

 

 

4. Quais são seus temas favoritos? Quais materiais utiliza em suas obras?
Meus temas favoritos estão sempre relacionadas às belezas naturais que me cercam as cores as formas, texturas e relevo do cerrado mato-grossense me encantam, e essas são as características marcantes em meus trabalhos.
A Encáustica, onde a cera de abelha é a matéria prima principal, juntamente com resinas naturais, pigmentos naturais mais o fogo me proporcionando o resultado magico em minhas obras.

 

 

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Antes de realizar um trabalho, realizo pesquisas sobre o tema, observo, e abstraio.

6. Algum artista te inspira?
Sim, Vincent Van Gogh, e o contemporâneo Anselm Kiefer.

 

 

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
EM 2021, homenagem aos meus 25 anos como artista e mestre da arte mato-grossense, através de exposição individual.
EM 2019, experiência emocionante e gratificante com a exposição de obras táteis para pessoas com deficiência visual onde os visitantes podiam interagir com as minhas obras através do tato.

 

 

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
O que mais me fascina em meu trabalho, é a própria técnica de pintura, a Encáustica, e as possibilidades que ele me proporciona, resgatar e divulgar essa técnica milenar, a alquimia do preparo e a utilização do fogo e calor.

 

 

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser uma artista plástica?
Dentro da minha área como artista plástica, também realizo restaurações em objetos e obras e ministro curso de desenho e pintura em meu ateliê.

 

 

10. Quais as suas principais participações em exposições?
2021 – “A cor do cerrado” –mestre da cultura do mato grosso- RONDONOPOLIS, MT (individual).
2018 – “Encáustica; a arte ecológica em cera de abelha”- SESC Arsenal –Cuiabá, MT (individual)-.
2017 – “Fragmentos de uma memoria “- Arto Galeria- Cuiabá, MT”“. (individual)
2020 – Artista do clube- ArtGallery- São Paulo, SP. (coletiva)
2021 – “inspirações”-exposição coletiva virtual. Raphael Art Gallery-São Paulo/SP

 

 

11. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Nunca desista dos seus sonhos.
Busque sempre conhecimentos.
Acredite em você.

 

 

12. Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Participando de importantes exposições nacionais e internacionais.

 

 

13. Planos para o futuro.
Conquistar o mercado da arte.

 

Marlene Trouva

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Para além do horizonte nas pinturas de Marlene Trouva.

Para realizar suas pinturas, a artista Marlene Trouva toma de empréstimo as cores de imagens da natureza, assim como, o próprio material que será utilizado através da técnica de Encáustica, a saber, a cera de abelha.
A partir desses dois elementos, a artista cria pinturas de paisagens abstratas, enfatizando cores e formas. As formas, no entanto, são ressignificadas durante o processo da composição.
Inicialmente, a artista insere no plano suas impressões das formas paisagísticas anteriormente observadas. Após, durante o processo de derretimento da cera pigmentada, as cores ligam-se umas às outras, gerando uma atmosfera semelhante à das paisagens impressionistas de Claude Monet.
Em algumas dessas pinturas, a lógica paisagística, caracterizada pela horizontalidade, vai desaparecendo, culminando em pinturas azuladas, que, devido às linhas pretas e retas, tendem à geometrização.
De repente, deparamo-nos com pinturas abstratas. Considerando a trajetória da artista bastante conhecida pelo projeto “Cor da Arte no Cerrado”, perguntamo-nos: para além da cor, nessas pinturas, a natureza persiste de alguma forma?
A artista não traz apenas as cores do Cerrado para suas pinturas, mas, também, faz com que o espectador, ao buscar as formas da natureza em suas abstrações, possa ver, a partir do azul, o céu por outro ângulo. Marlene Trouva situa-nos sobre a perspectiva observada quando nos encontramos com os pés no chão. E, assim, lembra-nos de, gentilmente, levantar a cabeça para contemplar a cena ali presente, seja quando for.

Texto: Ana Mondini
 


 

Ana Mondini

 

Ana Mondini — Crítica de Arte, Doutora em Filosofia, Artista Plástica, Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte” e do canal no YouTube “Entrevista com Artistas & Afins.”

 

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Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.

 

 

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