Kátia Brasileiro — ARTIST






Kátia Brasileiro

 

Entrevista com a artista Kátia Brasileiro —

1. Fale um pouco sobre você.
Meu nome é Kátia Brasileiro, sou natural de Recife/PE/Brasil, mas fixei residência no Rio de Janeiro/RJ-Brasil. Sou formada em comunicação visual pela UFPE-Universidade Federal de Pernambuco. Trabalhei na área por alguns anos, até me dedicar exclusivamente às artes plásticas. Comecei a pintar ainda na infância, incentivada por uma tia, e com apenas 7 anos já fazia minha primeira coletiva. E ao longo da minha trajetória artística, fui me aprimorando em novas técnicas, à medida que fazia inúmeros cursos. Fiz várias exposições coletivas e três individuais, e ganhei alguns prêmios em salões e concursos de artes. Quatro medalhas de ouro, três medalhas de bronze, quatro menções honrosas e o 1º Grande Troféu Suzano de Artes Plásticas. A minha trajetória é uma busca constante de novas formas de criar e dar mais profundidade e consistência ao meu trabalho. O que eu quero me expressar faço com cores e texturas. Possuo obras na Espanha, França, Singapura, USA e em alguns estados do Brasil. Para mim, atentar aos detalhes é primordial, pois assim realizo as seleções que desejo para concretizar meu projeto visual, resultado dessa caminhada entre aquilo que eu vejo,aprendo,recrio e reapresento ao observador. E numa explosão de cores, alegria e vibração, eu tento levar a pessoa que observa, a instantes de reflexão e admiração à medida que se deparam com minhas obras.

 

 

2. Por que a arte?
Porque a arte para mim é um trabalho de conexão com o mundo e com a alma. É a maneira com a qual eu posso me comunicar e ser ouvida na profundidade do meu ser, expressando meus sentimentos, minhas emoções, minha história, através da minha pintura, porque ela consegue tocar as pessoas sem que eu precise dizer uma só palavra. Ela estabelece uma troca de sentimentos, sensações e muita energia. Ela é como se fosse um tipo de portal, onde cada um de nós carrega um mundo dentro de si, e a arte é o meio de trazermos este mundo para fora. Arte é vida, a arte cura. E gostar de arte não tem explicação. Porque acredito que a gente já nasce predisposta a amar arte. Falo isso porque minha netinha desde bem pequena já adorava desenhar e pintar e hoje com 6 anos, o melhor presente para ela são telas, tintas e pincéis… Acho que está no nosso DNA, porque desde criança eu também já ficava totalmente fascinada com materiais de pintura, história dos grandes artistas, exposições… assim como ela!

 

 

3. Qual é a sua lembrança mais antiga de querer ser uma artista?
Da minha infância. Sempre gostei de desenhar e pintar, e com aproximadamente sete anos, já ensaiava em fazer algumas obras de arte, mas até aquele momento, não tinha feito nenhum curso para tal. Minha tia, que era uma amante das artes, me convidou para fazermos juntas alguns cursos e me encantei com aquele mundo colorido e foi assim que tudo começou. Dali em diante a arte entrou definitivamente na minha vida sem me largar mais!

 

 

4. Quais são seus temas favoritos? Quais materiais utiliza nas suas obras?
Já tive várias fases ao longo da minha vida. Comecei como a grande maioria dos artistas,pintando óleo sobre tela, depois de muitos anos, passei para tinta acrílica. Sou fascinada por temas tropicais e me encontrei no abstracionismo. Uso e abuso das texturas, feitas com os mais diversos materiais, e dependendo do tema, recolho este material na própria natureza. Tenho uma técnica que uso há muitos anos de pintar toda a obra e depois repintá-la novamente dando alguns efeitos e a desconstruindo.

5. Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Primeiro faço um trabalho de pesquisa. Definindo o que vou pintar, seleciono o material para a textura. Faço um esboço do que quero pintar e desenho na tela e passo para o demorado trabalho de textura. Textura pronta, depois de alguns dias quando estiver completamente seca, escolho a paleta de cores e começo minha emocionante viagem na tela… mas na medida que a pintura vai surgindo, muita coisa no caminho vai acontecendo e no final, até eu me surpreendo com o resultado.

 

 

6. Algum artista te inspira?
É quase impossível não ter referências.
Ao longo da minha trajetória, estudei artistas de várias épocas e a grande maioria deles, contribuíram de alguma maneira com algo para a minha arte. Sempre tive uma atração irresistível pelo abstracionismo, que é uma arte não objetiva, que na grande maioria das vezes não tem uma representação precisa de uma realidade visual. Uso muita textura, formas, cores, marcas gestuais para alcançar o efeito que desejo criar na minha arte. E tenho algumas referências artísticas que me influenciaram de certa forma no meu abstrato como o Antônio Bandeira e o Manabu Mabe.

 

 

7. Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
As melhores respostas ao meu trabalho é sentir que as pessoas curtem e gostam muito do que faço. O Feedback mais valioso são os depoimentos, as mensagens carinhosas que recebo das pessoas que adquiriram as minhas obras e que ficaram encantadas e satisfeitas com elas fazendo parte das suas vidas. Isso não tem preço e toca profundamente meu coração, porque tudo o que eu faço, é com muito amor.

 

 

8. O que você mais gosta sobre em seu trabalho?
O que eu mais gosto é poder explorar minha criatividade, expressar meus pensamentos, meus sentimentos através da minha arte. Compartilhar, mostrar a minha arte para diversas pessoas e lugares. Formar novas amizades, conhecer artistas de grande trajetória de quem sempre tenho algo a aprender. Mas o que eu mais gosto é que eu possa ser eu mesma, deixando minha sensibilidade fluir e deixar a minha marca através das minhas obras e quem sabe deixar um grande legado para ser lembrada futuramente.

9. Você tem alguma outra atividade, além de ser uma artista plástica?
Sou formada em comunicação visual, trabalhei alguns anos na área, mas há tempos que deixei tudo isso de lado. Além dos quadros, faço também bijuterias artesanais, cangas pintadas a mão, caixinhas personalizaras, enfim, uma gama imensa de artesanatos. Adoro customizar e sempre dar o meu toque artístico em tudo que passa na minha frente. E outra atividade que me dá muito prazer é ser esposa, mãe e avó!

 

 

10. Quais as suas principais participações em exposições?
Ao longo da minha trajetória artística tenho no meu currículo um total de 46 exposições, 40 coletivas, 3 individuais e 3 virtuais.
Citarei algumas que inclusive fui premiada.
– X Salão dos Novos – Museu de Arte contemporânea de Pernambuco – (Menção honrosa)
– I Salão de Inverno Bon Vivant – Matiz Art Galeria (Menção honrosa)
– l Grande Salão anual da primavera Frame galeria. (Medalha de ouro)
– I Grande Troféu Suzano de artes plásticas. (Medalha de ouro na minha categoria e também o grande troféu como a melhor obra do salão)
– Salão de confraternização AASA ( Medalha de ouro)
– V Coletiva Suzanense de artes plásticas – COSAP (Menção honrosa)
– I Salão de Inverno Matiz Art Galeria ( Medalha de bronze)
– I Salão de Artes plásticas Rotary Itaquera (Medalha de ouro)
– V Concurso de arte livre Saint Germain (Menção honrosa)
– I Salão da primavera Suzano (Menção honrosa)
– I Grande troféu CCAA de artes plásticas (Medalha de ouro)
– VI Coletiva Suzanense de artes plásticas COSAP (Medalha de bronze)

Atualmente estou participando da —
– Exposição coletiva virtual “Arte é Resistência” Raphael Art Gallery. Curadoria Edmundo Cavalcanti.
– Exposição coletiva na galeria Itinerante da Vogue Gallery na 2ª Mostra Rio Arquitetura e Design Garden. Curadoria Fátima Simões.
– Exposição coletiva virtual A Arte de todos para todos. Curadora Cristina Bernardini.
– Exposição Catavento na Art Lab Gallery da Artrilha. Curadoria Edna Estradioto e Rafael Zafalon.

 

 

11. Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
O conselho que eu dou é que eles nunca desistam dos seus sonhos, sejam persistentes, busquem muito conhecimento, network, saibam filtrar e separar com humildade e racionalidade as ofertas de crescimento rápido que aparecem, priorizem o mercado nacional e se consolidem aqui para depois partir para outros mercados. Fácil não é, querer um investimento diário em conhecimento, qualidade, aperfeiçoamento, literalmente suar a camisa, mas a recompensa é maravilhosa. Passei um tempo parada, e meu sonho era retornar ao mundo das artes. Graças a Deus eu não desisti, e estou agora nesta luta pelo tempo perdido e muito feliz digo que nunca é tarde para recomeçar!

12. Onde você se vê daqui a 05/10 anos?
Nas artes. Quero muito continuar com minha carreira artística.
Tenho dois amores nesta vida, minha família e minha arte.
Então espero que minha carreira artística continue ganhando cada dia mais impulso e consistência.

 

 

13. Planos para o futuro.
Continuar fazendo minhas artes e curtir bastante a minha família, tudo com muita dedicação e amor.

 

Kátia Brasileiro

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As pinturas táteis de Katia Brasileiro

Relevos de tinta, nas pinturas da artista Katia Brasileiro, conferem ao plano uma densa matéria cromática, que, no entanto, equilibram-se com o efêmero abstrato.
Em alguns casos, a mesma densidade que se observa pela materialidade da tinta, repete-se pela forte e vibrante paleta elegida pela artista, fazendo com que a própria tela pareça ter um peso muito maior do que ela realmente tem, assemelhando-se antes à uma placa de madeira maciça – superfície com a qual ela também gosta de trabalhar.
Suas pinturas não trazem, no entanto, apenas a sensação de densidade, mas, paradoxalmente, a mesma matéria cromática equilibra-se pela própria forma através da qual ela se apresenta. E isto na medida em que a forma elegida consiste em abstrações com ares esfumaçados ou paisagísticos, seja como fundo da imagem, seja como plano pictórico principal.
Os relevos e, ainda mais, as ranhuras da tinta trazem a forte sensação tátil simplesmente pelo olho, mostrando que a observação da pintura, além de tocar na interioridade do sujeito, também pode remeter-se bastante ao corpóreo. Como simulacros de nervuras, trazem caráter imensamente orgânico, não apenas relembrando as veias da madeira ou daquilo que há para dentro da colorida plumagem dos pássaros e que os colocam como corpos realmente vivos e existentes, mas trazem à tona a existência físico-sensível do corpo pulsante que há em toda matéria animada, seja pelo divino, seja pelos artistas, no caso em questão, vale salientar, pela artista Katia Brasileiro.
Texto: Ana Mondini

Ana Mondini

Ana Mondini — Crítica de Arte, Doutora em Filosofia, Artista Plástica, Idealizadora da “Galeria Virtual – Filosofia & Arte” e do canal no YouTube “Entrevista com Artistas & Afins.”
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Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.

 

 

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