Olivia Carnevale — ARTIST






Olivia Carnevale

Olivia Carnevale

Entrevista com a artista Olivia Carnevale – 

 

1-Fale um pouco de você.
Sou brasileira, porém descendente de italianos, por parte de pai e mãe. Desde pequena fui acostumada a conviver com a arte, pois meus tios Mestre em pintura acadêmica e meu avô Umberto Bastiglia Músico – Maestro. Meu pai um grande incentivador, pois era apaixonado por música Clássica e fazia questão de me levar a concertos desde os sete anos de idade e as galerias para eu poder ver as obras dos grandes artistas. Assim fui crescendo em meio a Arte, tornando-me uma pintora e pianista. Tenho a certeza que nasci com este dom: ser artista e assim aconteceu e acontece este dom até hoje. Foi um presente de Deus.

 

"Igreja A Caminho"

“Igreja A Caminho”

 

2- Por que a Arte?
Porque como eu disse, Deus me escolheu e me presenteou com este dom.
A arte me completa e me fez compreender o que o ser humano é capaz quando desenvolve através da pintura, da música e do Ballet entre outras artes, aflorar a sua sensibilidade.

3- Qual a sua lembrança mais antiga de querer ser uma Artista?
Meus tios Enrico Bastiglia e Fernando Bastiglia grandes mestres me ensinaram a pegar em um pincel e pintar o meu primeiro quadrinho com sete anos de idade e com a mesma idade assisti o meu primeiro concerto com meu pai no Teatro Cultura Artística aqui em São Paulo, Visitar galerias ir a concertos me fizeram descobrir o que Deus me havia presenteado. Hoje sou uma artista Catalogada, e sou Catedrática em Música.

 

"Resiliencia a Arte da Vida"

“Rajasthan”
Homenagem Holi festival da Índia.

 

4- Quais são seus temas favoritos? E que materiais usa?
Nunca deixei de estudar e observar como estudo diversos temas. Procuro observar tudo o que esta a minha frente, diante dos meus olhos. Por exemplo: a paisagem me fascina. Ela me deu a oportunidade de observar a natureza e aprender o que ela própria nos ensina, traduzindo como pinceladas, suas belezas naturais. Hoje me dedico a retratar mulheres que é o tema da minha próxima exposição individual. Só trabalho em tela e uso tinta a óleo. Para desenhar procuro usar outros materiais.

5- Como você trabalha e aborda o tema de suas obras?
Depende muito do momento que estou vivendo. Então vem a necessidade de passar para a tela o que estou sentindo. Sempre procuro pesquisar muito, pois sou uma professora além ser uma artista, para poder elaborar minhas obras e desenvolver minha sensibilidade e passar meus sentimentos aos alunos.

 

"A Arte Do Pao"

“A Arte Do Pao”

 

6- Algum artista te inspira?
Muitos… Muitas épocas, e estilos. Aprendi e aprendo muito com todos que pesquiso, mas Caravaggio é um dos meus mestres. Sua luz me impressiona. Na música, Frédéric Chopin e Ludwig van Beethoven.

7- Quais são as melhores respostas que você teve ao seu trabalho?
A melhor resposta sem dúvida é poder passar para os apreciadores da arte o meu trabalho, minha técnica e a minha sensibilidade. Mas tenho tido as melhores chances e oportunidades na Europa e outros países da America do Sul e do Norte. Minha grande oportunidade de mostrar minha arte esta sendo no momento na Itália, França e Portugal aonde tive a oportunidade de me apresentar com minha exposição individual nas cidades de Chaves e Braga.

 

"Lalorix Sacerdotisa"

“Lalorix Sacerdotisa”

 

8- o que você mais gosta em seu trabalho?
Quais são as suas principais participações em exposições? As cinco principais mais recentes.
Itália- Milão, Bergamo e Roma. França-Paris- Museu do Louvre.

9- Que conselho você daria para outros artistas ou futuros artistas?
Respeitar verdadeiramente a arte em todos os estilos. Estudar, refletir e amar acima de tudo. Procurar ser reconhecido (a) pelo seu talento verdadeiro.

 

"Um Olhar Para Seus Desejos Existenciasi"

“Um Olhar Para Seus Desejos Existenciasi”

 

10- Onde você se vê daqui a 5/10 ANOS?
Vejo-me sendo respeitada, compreendida, apreciada em meu trabalho como artista e professora, ter a certeza de poder passar sempre para os que confiam e acreditam em meu trabalho a beleza da Arte.

11- Planos para o futuro
Pintar…Pintar…Pintar… Estudar…Estudar…Estudar… Pesquisar…Pesquisar…Pesquisar.Morar na Itália berço da arte ,levando o nome do Brasil para o Mundo. Poder passar parte do ano na Itália berço da arte e elevando nosso Brasil na Arte Acadêmica.

 

"O Peso Da Nossa Riqueza" Serra Pelada, Curianópolis/Pará-Brazil

“O Peso Da Nossa Riqueza”
Serra Pelada Garimpo, Curianópolis/Pará-Brazil

 

12-Qual a sua formação artística?
Pintora acadêmica.
Fundadora, Diretora e Professora da escola “Rosart Academia de Artes.”
Mestre em Arte Acadêmica no Brasil.
Pianista e Virtuose formada pelo Conservatório Dramático Musical de São Paulo.
Catedrática em Musica pela Faculdade Paulista de Musica.

 

 

"Dona Maria"

“Dona Maria”

 

13-Quais os títulos conferidos pela trajetória em sua vida artística?
-“Grau de Comendador pela Ordem do Mérito das Artes Plásticas”.
Titulo conferido por seu acentuado espírito comunitário e os relevantes serviços prestados às artes e a cultura. Honraria concedida pela UNAP- Centro Cultural da Marinha em São Paulo/SP
-“Ad Imortalitatem”. Titulo conferido pela Academia de Artes, Ciências e Letras de Guabá Grande – Rio de Janeiro.

 

Desafios da pintura dita realista

A arte chamada acadêmica enfrenta um grande preconceito. Tornou-se uma espécie de mundo paralelo de ficção científica, uma espécie de matrix, que todos desconfiam que existe, mas do qual poucos gostam de falar. Tornou-se um lugar comum, nessa ótica, dizer que a com a invenção da fotografia a representação do real perdeu o seu espaço.
É evidente que a prática artística é bem mais complexa e não cabe nessas definições apressadas. Desenhar e modelar o corpo, a paisagem, naturezas-mortas ou composições com pratos de metal e outros elementos traz um número imenso de desafios técnicos e conceituais que não podem ser ignorados.
Saber trabalhar com luzes, sombras, proporções, brilhos e texturas demanda um aprendizado demora e permanente. dar vida na superfície bidimensional à tridimensionalidade da existência comporta indagações sobre o sentido da arte que estão além da mera representação. Envolvem um entendimento do mundo nada simples.
A pintura de Olivia Carnevale se dá justamente nesse universo de sutis encantamentos e contradições. O apuro formal caminha ao lado de um refinamento de compreensão da arte. Pintar o mundo como ele aparentemente é pode ser – e geralmente é – um enigma tão complexo como desejar pintá-lo como poderia ser. Lembrar-se disso é uma importante porta de entrada para a pintura dita acadêmica.

“Oscar D’Ambrosio, mestre em Artes Visuais pelo Instituto de Artes da UNESP, é doutor em Educação, Arte e História da Cultura”. São Paulo/SP
Critico de artes

 

 

Olivia Carnevale

Olivia Carnevale

 

 

 

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Edmundo Cavalcanti

Edmundo Cavalcanti

 

Edmundo Cavalcanti é nosso colunista de artes para Arts Illustrated em São Paulo, Brasil.